Dia 28_08: Construção do mapa subjetivo/coletivo do Aglomerado. Como diria Seu José: "que beleza este mapa comunitário!".
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
artesanato solidário _ aglomerado da serra
Este projeto de capacitação em artesanato e design tem a intenção de desenvolver produtos a partir da capacitação de estudantes e da montagem de uma oficina de criação e produção. Conscientes de que o artesanato é uma atividade com um elevado potencial de geração de renda e inclusão social posicionando-se como eixo estratégico de valorização e desenvolvimento dos territórios, a idéia é estabelecer um processo sustentável de geração de renda no Aglomerado da Serra (conjunto de vilas e favelas da cidade de Belo Horizonte).
Dentro de um conceito amplo de artesanato solidário, o objetivo deste projeto é implementar ao longo de doze meses uma metodologia de criação para capacitar 30 moradores da vila pertencentes a grupos de ata vulnerabilidade social de forma colaborativa, desenvolvendo processos criativos para construção de objetos inventivos. Além da criação de uma metodologia específica - que garanta sustentabilidade das ações implementadas - e de sua aplicação, este projeto objetiva a montagem de uma oficina de estamparia na escola e a criação de um mix de produtos com alto valor agregado (acompanhados de catálogo e exposição) que possa ser comercializado com foco num público consumidor A e B.
Dia 25 _08 : nosso primeiro encontro na escola. Após a reunião para acertarmos os ponteiros do projeto, fomos guiados num passeio inusitado pelos becos da Vila Novo São Lucas.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
vencemos o prêmio UNISOL
Sai lista de vencedores do 11º Concurso Banco Real Universidade SolidáriaUma comissão formada por 60 nomes de todo o país, entre acadêmicos, especialistas em terceiro setor e profissionais de imprensa e dos setores público e privado, selecionou dez dos 212 projetos inscritos no 11º Concurso Banco Real Universidade Solidária. Os vencedores receberão R$ 40 mil cada um para serem implementados ao longo de um ano (o valor na edição passada era de R$ 20 mil) e os mais bem-sucedidos poderão ter continuidade no ano seguinte.
Os projetos selecionados, todos com o tema Desenvolvimento Sustentável com Ênfase em Geração de Renda, vêm de diversas instituições de ensino de todo o Brasil e trazem os mais diferentes focos de atuação: de artesanato com corais nocivos ao meio ambiente à reciclagem de lixo, passando por trabalhos com costureiras. Parceiros há onze anos, Banco Real e Universidade Solidária abraçam a causa da formação cidadã dos universitários brasileiros casada com o desenvolvimento sustentável de comunidades pobres brasileiras. Oito projetos da UniSol com o apoio do Banco Real estão em campo atualmente e podem ser acessados aqui.
domingo, 26 de agosto de 2007
coleção de almofadas 9+1

Esta capacitação em artesanato foi realizada em 2006 na região do BARREIRO com um grupo de artesãs da terceira idade. O resultado do projeto foi uma coleção de almofadas com o tema genérico MEMÓRIA. Neste momento estamos realizando um catálogo dos produtos contendo o processo de desenvolviemento, artigos sobre o projeto e imagens do produto. Tanto a capacitação em artesanato quanto a produção do catálogo foram financiados pelo PROEX (setor de extensão) da Universidade FUMEC.
sábado, 25 de agosto de 2007
sertão



Projeto Rondon Norte de Minas: viagem realizada em julho de 2007 para realização de trabalhos em prefeituras de cidades com altos índices de vulnerabilidade social. Além de diversas ações de capacitação para gestores municipais e líderes comunitários, foram ministrados cursos e palestras para a comunidade. Em Jequitaí desenvolvemos uma coleção de almofadas com um grupo de artesãs locais. Neste momento estamos agenciando com o grupo uma associação de artesãos para que eles possam vender os produtos e desenvolver novas coleções. O tema adotado para o desenvolvimento da coleção de almofadas foi a própria cidade e suas peculiaridades sertanejas: rio, garimpo, pesca, lavadeiras, cerrado, casarios, religiosidade, mapas e ruas. A força expressiva dos produtos é resultado de um trabalho que revela tanto a singularidades de cada uma das artesãs quanto a contaminação mútua de um intenso trabalho coletivo. Esta ação serviu de oportunidade para a comunidade de artesãs jequitaense resgatar a cultura local através de processos criativos inovadores e materializa-la em produtos singulares.

cartografias e bricolagens
Bricolar é cartografar, enviesar, ziguezaguear, amontoar heterogeneidades, construir com sobras oriundas de diversos destinos. As estratégias da bricolagem são como táticas de pequenos furtos, colagens de fragmentos. ***A bricolagem é uma atividade de aproveitar coisas usadas, restos, pedaços; é a reapropriação de usos para outros usos, sempre com novos arranjos, para novas funções. Ela também remete ao acaso e a incompletude e em diversos momentos é ordem do incidente, um pequeno acontecimento ou a junção de pequenos imprevistos. Ela tenta captar as experimentações possíveis, a constelação de contágios e interferências. *** Bricolar implica traçar diagramas moventes, colecionar os fatos, seus fragmentos; eventos, articular dados, vestígios, experiências. É como montar uma coleção de pistas, imagens: fotos, desenhos, textos; cacos; restos quaisquer. Bricolar como estratégia de aproximação de um conjunto de vizinhanças desbaratadas, como a construção de um mapa sempre inacabado: organizar amontoando coisas que juntas possibilitem sentidos, sempre múltiplos, paradoxos. *** O importante na técnica da bricolagem é a potência imaginativa e criativa: o bricoleur está apto a executar um grande número de tarefas diversificadas e, ao contrário do engenheiro, não subordina nenhuma delas a obtenção de matérias-primas e de utensílios concebidos e procurados na medida de seu projeto, antecipadamente. A poesia do bricoleur advém do fato de não se limitar a cumprir ou executar planos. Ele não apenas ‘fala’ com as coisas, mas através das coisas; ele narra através das escolhas que faz entre possíveis; ele jamais completa seu projeto e sempre contamina-o com alguma coisa de si. ***Bricolagens, composição de patchworks do cotidiano, pick-ups, vagabundagens, colagens táticas ao invés de estratégicas. A própria arte bricola, não representa, mas apropria, ajunta, desmonta e refaz. Fazer do pick-up um procedimento, multiplicação de sentidos, aberturas, duplo roubo, entre idéias, cada uma se desdobrando na outra. O espaço liso do patchwork não quer dizer homogêneo; ao contrário, é um espaço amorfo, informal, descentrado, sem começo nem fim. ***A vantagem deste método bricoleur é que o objeto nunca envelhece, o trabalho nunca acaba, o fim ou o desfecho são sempre provisórios: como num rizoma, suas entradas são múltiplas. Não só a construção de um texto e as táticas do levantamento dos dados, mas encontrar objetos numa reunião quase aleatória de heterogêneos.
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